sou um poeta com tudo,
menos comigo mesmo.
indiferente na aparência,
e insatisfeito na essência.
que de palavras se nutre,
e em amor se sufoca.
e que vive e morre,
sem perceber que alma também chora.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Tempos Modernos
o que penso que tu és
na verdade não o és
e o que pensas que sou
na verdade não o sou
e como será que tu és
além destas palavras que não escuto
e desta caracterização
que não sinto?
e como será
que mostro-me a ti
através deste espaço irreal
em que nos afundamos?
e irreais também são
o eu e o tu que criamos
nestes circuitos eletrônicos
de olhos que nunca se olharam.
na verdade não o és
e o que pensas que sou
na verdade não o sou
e como será que tu és
além destas palavras que não escuto
e desta caracterização
que não sinto?
e como será
que mostro-me a ti
através deste espaço irreal
em que nos afundamos?
e irreais também são
o eu e o tu que criamos
nestes circuitos eletrônicos
de olhos que nunca se olharam.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Sobre a Rotina
com o cansaço que nos move
fatigados caminhamos
por uma estrada sombria
e sem amor
(ou paixão)
olhamo-nos
e junto com o sol que se esvai
a poesia morre
no gélido nada
do eu e você.
fatigados caminhamos
por uma estrada sombria
e sem amor
(ou paixão)
olhamo-nos
e junto com o sol que se esvai
a poesia morre
no gélido nada
do eu e você.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Envenenados
quebramos o nosso silêncio
com meias-palavras dispensáveis
na tentativa fálida de sepultar
as brigas quase travadas
na esperança de sentir
de a raiva silenciar.
mas de veneno nos infectamos
solto pelas palavras nunca ditas
enquanto as feridas já cicatrizadas
renascem
exalando o sangue
das dores até então esquecidas.
e soro nenhum temos para nos salvar
pois do amor nos restou o medo
vivo em demasia
alimentado pelas verdades corrompidas.
com meias-palavras dispensáveis
na tentativa fálida de sepultar
as brigas quase travadas
na esperança de sentir
de a raiva silenciar.
mas de veneno nos infectamos
solto pelas palavras nunca ditas
enquanto as feridas já cicatrizadas
renascem
exalando o sangue
das dores até então esquecidas.
e soro nenhum temos para nos salvar
pois do amor nos restou o medo
vivo em demasia
alimentado pelas verdades corrompidas.
sábado, 30 de julho de 2011
Chamada Perdida
e com nossas vozes nunca cruzadas
e com nossos suspiros nunca ouvidos
um pelo outro, mas talvez
por estranhos
que nos encerram antes mesmo de nos escutarem
criamos a nossa teia
de sinais que não batem
e de olhos imaginários
que não se olham
porém que choram separados sem nem saberem
que o fazem ao mesmo tempo
com você aí na tristeza
de um grito que ecoa pela solidão
e eu aqui com a dor da impotência
de quem tudo quis fazer
e nada pode.
e com nossos suspiros nunca ouvidos
um pelo outro, mas talvez
por estranhos
que nos encerram antes mesmo de nos escutarem
criamos a nossa teia
de sinais que não batem
e de olhos imaginários
que não se olham
porém que choram separados sem nem saberem
que o fazem ao mesmo tempo
com você aí na tristeza
de um grito que ecoa pela solidão
e eu aqui com a dor da impotência
de quem tudo quis fazer
e nada pode.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Adormecendo
Na calada da noite juntamo-nos
Pois o desespero é crescente
Na solidão achamos o imã
Que funde nossa existência.
Tua respiração é branda
E a vela já apagará
Tateio em busca da sua mão na luz que nos resta
Acho-a, mas não a sinto
É fantasma que sólido vive
Ou talvez sólido morra.
A lua está sumindo nas nuvens
E nós estamos sumindo também
Um de cada lado
Adormecendo no passado.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Sobre o Relativo
da rosa que guardas consigo
da rosa que guardo comigo
carregamos o mesmo doce aroma
daqueles que em meia dúzia de pétalas
se sentiram mais
do que aqueles que um jardim inteiro tiveram
e não o fizeram.
da rosa que guardo comigo
carregamos o mesmo doce aroma
daqueles que em meia dúzia de pétalas
se sentiram mais
do que aqueles que um jardim inteiro tiveram
e não o fizeram.
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