Na calada da noite juntamo-nos
Pois o desespero é crescente
Na solidão achamos o imã
Que funde nossa existência.
Tua respiração é branda
E a vela já apagará
Tateio em busca da sua mão na luz que nos resta
Acho-a, mas não a sinto
É fantasma que sólido vive
Ou talvez sólido morra.
A lua está sumindo nas nuvens
E nós estamos sumindo também
Um de cada lado
Adormecendo no passado.
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