domingo, 3 de julho de 2011

Sobre a Dor

como quem nada quer
vem
chega tímida
então aperta e agarra
incorpora-se a mim e destrói

sei que posso vencê-la
sozinho
mas deixo-a viver
e ela, em troca
me dá razões para escrever.

2 comentários:

  1. Mas com ela, não posso competir.
    Fico assim, à mercê de seus colorosos ardis.

    E como quem nada quer,
    Ela se esvai.

    E fica em mim um vazio,
    um vácuo,
    um túmulo,
    de um amante abandonado
    pela sua mais querida e importante:
    A musa do estímulo.

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  2. perfeita continuação do poema, de verdade.

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