das emoções perdidas do ser
faz-se a poesia dos corpos em coro
aprisionados dentro de ruas de paralelepípedos
e libertos dentro do céu da alma
duas garrafas de cerveja
um ou dois goles da cachaça
ah, sim,
um pouco mais que duas garrafas de cerveja!
agora, cante, ser!
agora, cante, povo!
cante que a vida é mais que perdição
cante que o Tempo é mais que destruição
agora, viva, ser!
e agora, viva, povo!
viva que o amor nem sempre é eterno
viva que os dias ainda são de carnaval.
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