em cada esquina das ruas desarmadas
caço a tua presença
busca dilacerante de corpo e alma
ser e divino unidos por um momento
tão instantâneo e poderoso quanto a infinidade
mas ao mesmo tempo tão frágil quanto a lembrança que o cria
e nas boates, nos postos, nos bares
vou te procurar, clamar, achar
tentando em vão materializar a eternidade do que me resta:
o teu sorriso petrificado
os teus olhos desvairados.
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