toco-te o corpo com meus dedos frígidos
tremendo à aproximação da tua aura
campo magnético invisível e letal
sinto o corpo, mas não a alma
quero a alma, mas só tenho o corpo
variáveis auto-anulantes
variáveis auto-destrutivas
e te exploro, consumo, estupro
arranco as lágrimas, os gemidos, o urro final de deleite sereno
enquanto a alma se mudifica e observa inexpressa
pois o corpo,
o corpo é o que menos importa.
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