me afundo nas tralhas do dia a dia
tudo jogado e espalhado
um braço direito aqui, o esquerdo
em outro lugar
e a cabeça perigrinando solta
pisando em cacos de histórias quase esquecidas
sangrando
sangrando
e as memórias empilham-se nos cantos
presentes nunca dados
poemas nunca lidos
sonhos nunca vividos
tudo perdido na fluidez de uma mente
que beira o caos
tudo abandonado sem sentido na grandeza
do espaço-tempo.
..."tudo perdido na fluidez da mente..." mas nossas mentes vivem assim...perdidas. É um espaço tão imenso, mas em alguns momentos as nossas emoções são tão enormes, que parecem nao caber nem mesmo no mundo, nem nos recônditos das nossas almas e mentes...ficam ali, tensas, presas, suplicando por um pouco de ar...e perdem a fluidez,a exatidão, a noção; nos deixando em guerra na terra escura, invisivel ao outro, pulsando em nós... e muitas batalhas até conseguir a desejada sensatez, que depois de nada serve, ja morreu a luz da inocencia, ja capturou o mundo, o desejo e sua lucidez. Ja nao adianta mais...
ResponderExcluirLucas,amei seu poema...profundo! um beijo, Elane.