quarta-feira, 4 de julho de 2012

Nós e Fluxos

o Tempo nos amordaça e doma
e sacaneia a todo instante
os fluxos certos
os nós errados
rindo de nossa desgraça ele fica
parado o sorriso cínico
os olhos que de tão insanos de maldade
tornam-se bons ao fim
mas no âmago da língua de serpente
ele prende a gargalhada
saber que deus escreve torto
por linhas certas
o garrancho divino da vida
que escapa a todo tempo
tudo o que podia ter sido
tudo o que não foi
preso nos olhos do relógio
tic-tac, senhor
os fluxos certos
os nós errados
e a areia escapando
para longe de nós.

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